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Paraná Pesquisas apoia, demais institutos criticam selo do TSE.
Brasília — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, apresentou nesta terça-feira (14) a proposta de criação de um selo de acurácia para reconhecer os institutos de pesquisa que mais se aproximarem dos resultados oficiais das eleições.O termo acurácia significa grau de precisão ou exatidão de um resultado em relação ao que realmente ocorre. No contexto das pesquisas eleitorais, refere-se à proximidade entre os números divulgados pelos institutos e os resultados oficiais apurados pelo TSE.
Objetivo da propostaO selo seria concedido de forma simbólica, sem efeitos legais, apenas como reconhecimento público.A intenção declarada é valorizar a transparência e premiar os institutos que apresentarem maior fidelidade estatística em seus levantamentos.Reação dos institutosDatafolha e outros institutos rejeitaram a ideia, afirmando que pesquisas são “fotografias do momento” e não previsões.A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) destacou que exigir acurácia como critério é “confundir ciência com bola de cristal”.O Instituto Paraná foi o único a apoiar a medida, considerando-a uma forma de valorizar a precisão metodológica.
Debate em torno da acuráciaPesquisas eleitorais medem intenções de voto em determinado momento, mas o comportamento do eleitor pode mudar até o dia da eleição.Institutos temem que o selo crie a percepção equivocada de que pesquisas devem prever resultados, o que não corresponde à prática científica.Especialistas alertam que a proposta pode gerar desinformação e reduzir a confiança pública nas sondagens.Apesar das críticas, Nunes Marques defendeu que o selo não teria caráter punitivo, mas apenas de reconhecimento. “É uma forma de premiar quem mais se aproxima da realidade”, afirmou. O tema seguirá em debate no tribunal e entre os institutos, reacendendo a discussão sobre o papel das pesquisas eleitorais no processo democrático brasileiro.

