Ato de Lula no Rio de Janeiro Ricardo Stuckert
Apoiadores ocuparam vários quarteirões da Avenida Atlântica, incluindo o calçadão e parte da faixa de areia.
O ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu cerca de 1,1 milhão de pessoas na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, neste sábado (24), segundo a prefeitura. O dado foi estimado pelo Centro de Operações do Rio. A manifestação ocorreu na véspera do segundo turno das eleições.
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De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), as pistas da Avenida Atlântica começaram a ser liberadas por volta das 14h, após o encerramento do evento.
A concentração do ato começou às 9h, na altura do Posto 5. Lula chegou por volta das 11h15, acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, da deputada Benedita da Silva, do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, do prefeito Eduardo Cavaliere e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Apoiadores ocuparam vários quarteirões da Avenida Atlântica, incluindo o calçadão e parte da faixa de areia. Pelo tamanho, a manifestação foi comparada a um megabloco de Carnaval.
Lula percorreu a orla em um carro de som, acenando e cumprimentando apoiadores. Durante o trajeto, o veículo furou um pneu, e o presidente precisou trocar de carro. A caminhada durou pouco mais de uma hora.

Apoiadores fazem ato pró-Lula na orla de Copacabana. — Foto: Pedro Bohnenberger/ CBN
Antes do início do percurso, o candidato conversou com jornalistas, disse estar confiante na vitória e voltou a criticar o adversário Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de desonesto e miliciano.
Durante o ato, Lula também voltou a mencionar o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um policial em Niterói, na Região Metropolitana. Flávio Bolsonaro atuou como advogado do policial apontado como responsável pela morte da criança. O presidente criticou o adversário por ter trocado o nome da mãe da menina, Cristiane, pelo nome da própria criança durante o debate da TV Globo, na sexta-feira (23).
O presidente ainda pediu que eleitores ofereçam carona solidária a pessoas com dificuldades para chegar aos locais de votação e fez um apelo às mulheres para que votem em candidatos do campo progressista. Lula também acusou o adversário de planejar entregar riquezas brasileiras aos Estados Unidos caso seja eleito.
O forte calor registrado no Rio levou alguns participantes a passar mal. Pessoas precisaram ser retiradas do local em macas. A campanha montou postos de hidratação e distribuiu água aos apoiadores.
Após o ato em Copacabana, Lula seguiu para São Paulo, onde está previsto outro evento de encerramento da campanha, na Avenida Paulista,
Por Pedro Bohnenberger — Rio de Janeiro – CBN Rio de Janeiro

