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O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado em 2015. Foram 1.571 mulheres assassinadas por razões de gênero, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma alta de 4% em relação a 2024 e consolida uma tendência preocupante: pelo quarto ano consecutivo, o país bate recorde nesse tipo de crime.
Dados alarmantes
Média diária: quatro mulheres mortas por feminicídio.Proporção: 44,4% das mulheres assassinadas foram vítimas de feminicídio, o maior índice já registrado.Mortes violentas gerais: 40.775 casos, queda de 8% e menor nível em 13 anos, mas sem impacto positivo na violência contra mulheres.
Perfil das vítimas
65,1% eram negras.Faixa etária predominante: entre 25 e 44 anos (56,5%).Local do crime: 62,5% ocorreram dentro da residência da vítima.Autores: 96,4% eram homens; em 79,8% dos casos, parceiros ou ex-parceiros.
Destaques regionais
Amapá: maior alta proporcional, com crescimento de 347,7% em um ano.Minas Gerais: 177 vítimas em 2025, aumento de 4,4% em relação a 2024.Outros estados: Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso registraram quedas expressivas nas mortes violentas gerais, mas feminicídios seguiram em alta.
Violência anterior
Cada feminicídio costuma ser precedido por múltiplos episódios de agressão:502 ameaças por mulher assassinada.182 agressões físicas e 79 casos de perseguição (stalking) em média.Tentativas de feminicídio: 4.189 casos em 2025, alta de 5,9%.
O crescimento contínuo dos feminicídios expõe falhas graves na proteção das mulheres. Apesar de avanços legais, especialistas apontam que o crime é a expressão extrema das desigualdades de gênero e do controle exercido por parceiros íntimos.

