Fotos: Reprodução/ Instagram
A presença do movimento Grito dos Excluídos no desfile cívico de 7 de Setembro, em Vitória da Conquista, gerou polêmica e acusações de cerceamento de liberdade, violência e divergências sobre a organização do evento.
Segundo o diretório municipal do PT, manifestantes foram impedidos de avançar pela avenida para dar passagem a veículos que participavam do desfile. O partido também relatou episódios de agressões físicas envolvendo integrantes do movimento, servidores da Prefeitura e agentes da Guarda Municipal.

A versão oficial da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), contesta as acusações. A pasta afirma que o grupo deveria entrar na avenida apenas após a passagem dos Carros Antigos e que os manifestantes tentaram acessar o percurso antes do horário previsto. De acordo com a Smed, os servidores apenas orientaram o grupo a aguardar, mas houve resistência e até agressões contra funcionários, incluindo uma servidora.
Outro confronto teria ocorrido nas proximidades do Posto Tigrão, com intervenção da Guarda Municipal.Até o momento, não há confirmação independente sobre feridos, atendimento médico ou registro de ocorrência. Também permanecem sem esclarecimento detalhes sobre o planejamento da programação, o trajeto destinado às atividades e se houve acordo prévio quanto ao horário de participação do Grito dos Excluídos.
Em nota, a Prefeitura reforçou que respeita a liberdade de expressão, mas destacou a necessidade de preservar a organização e a segurança do desfile. A publicação do PT nas redes sociais, por sua vez, mobilizou internautas, que cobraram explicações das autoridades e defenderam que a Câmara Municipal acompanhe o caso.

