Foto: Ronaldo Caiado (à dir., de branco), ex-governador de Goiás, e Romeu Zema (à esq., de branco), ex-governador de Minas Gerais, na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos / Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG
Terceiro colocado, Augusto Cury não indicou apoio e defendeu a pacificação do país.
Terceiro colocado, com 2,89% dos votos, Cury não indicou apoio e defendeu a pacificação do país. Renan, com 2,24%, também indicou neutralidade, embora tenha afirmado considerar a vitória de Flávio certa. Caiado, que conquistou 2,6 milhões de votos e ficou em quinto lugar, disse que discutirá seu posicionamento com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Já Zema, sexto colocado, sinalizou que ficará contra Lula, mas não declarou apoio a Flávio.
Caiado diz que caiu “de pé”
Caiado classificou a campanha como “atípica” e disse deixar a disputa com “orgulho”.
“Não venci, mas caí de pé. Caí com orgulho, com honra, com dignidade, com coragem e com responsabilidade daquilo que foi representar o meu povo goiano no cenário nacional.”
Questionado sobre um eventual apoio no segundo turno, afirmou que conversará com Kassab antes de se manifestar. “Jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab.”
Em nota, Kassab indicou que permanecerá neutro e parabenizou a campanha de Caiado. “Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor.”
Caiado também comemorou a vitória da esposa, Gracinha Caiado (União-GO), para o Senado, e de Daniel Vilela (MDB) no primeiro turno.
Renan prevê vitória de Flávio, mas não declara apoio
Renan Santos afirmou que não pedirá votos para nenhum dos candidatos no segundo turno e avaliou que o Missão teve desempenho pior do que o esperado.
“O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da República. Ele não vai ganhar em primeiro turno, mas ele já é o próximo presidente da República. Flávio Bolsonaro já ganhou. ‘Você vai apoiar aqui no segundo turno?’ Faz diferença? Façam o que quiser. Eu já avisei que eu não voto em bandido. Não recomendo ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido. Mas não faz diferença alguma”, afirmou.
Ele disse ainda que o Brasil está a caminho de uma “monarquia bolsonarista” e avaliou que Jair Bolsonaro “provavelmente vai ser solto” em um acordo com o STF.
Sobre o Missão, afirmou que o resultado foi “pior do que nós esperávamos”. O partido elegeu Kim Kataguiri (Missão-SP) para a Câmara e Rafa Minato (Missão-SP) para a Assembleia Legislativa de São Paulo.
Cury defende pacificação
Augusto Cury, terceiro colocado na disputa, defendeu a pacificação do país e criticou a polarização.
“Sonho com um Brasil em que direita, centro e esquerda possam sentar-se à mesma mesa. Não precisam pensar da mesma maneira; seria até uma pobreza intelectual se pensassem. Democracia não é concordar; é aprender a caminhar juntos, mesmo discordando”, afirmou.
Cury não indicou apoio a Lula ou Flávio. “Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança”, disse.
O escritor também defendeu o fim da reeleição presidencial, mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a adoção do semipresidencialismo.
Zema diz que ficará contra o PT
Romeu Zema comemorou o avanço de candidatos da direita no Congresso e disse estar “satisfeito” com o resultado das urnas. O ex-governador de Minas Gerais, que ficou em sexto lugar, com 0,27% dos votos, sinalizou que ficará contra o PT no segundo turno, mas não declarou apoio a Flávio.
“Onde tiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT, porque o PT é atraso, o PT já teve todas as chances de mostrar para o que veio”, disse.
Zema também destacou o desempenho da direita nas eleições. “Muito satisfeito com o resultado da eleição. Deu para perceber claramente um avanço da direita muito maior que as pesquisas apontaram”, afirmou.
“Com esse avanço da direita, os intocáveis lá devem estar tremendo essa noite, não vão dormir bem. Vamos ter um avanço muito grande no Senado e isso sinaliza que nós teremos mudança”, acrescentou.

