Foto: Edição BDA
A decisão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) de retirar R$ 72 milhões da área da saúde na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, aprovada pela Câmara Municipal, escancarou a precariedade da rede pública em Vitória da Conquista. O corte, que integra uma redução global de mais de R$ 130 milhões nas contas do município, já provoca reflexos graves: falta de medicamentos, suspensão de exames laboratoriais na zona rural e paralisação de serviços básicos.Durante sessão plenária, a vereadora Viviane Sampaio (PT) denunciou que até materiais de escritório estão em falta nas unidades de saúde, evidenciando uma gestão que não consegue garantir o mínimo de funcionamento. A escassez de insumos compromete também a convocação de agentes comunitários e a contratação de novos serviços hospitalares, agravando ainda mais a crise.
Enquanto isso, a realização de festas como o São João, em meio ao colapso da saúde, gerou indignação popular. Moradores questionam a inversão de prioridades da administração: “Festa vale mais que saúde? Não é isso que Conquista precisa e sim de saúde de qualidade”, relatou um cidadão ao jornal.A crítica recorrente é de que a cidade arrecada impostos, mas não consegue transformar essa receita em políticas públicas eficazes. O resultado é um sistema de saúde debilitado, filas intermináveis e diagnósticos atrasados, que colocam em risco vidas que poderiam ser salvas.As informações são do Jornal A Tarde de Salvador, que acompanha os desdobramentos e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Vitória da Conquista.

