Lava Jato
Procuradoria aponta 16 empreiteiras alvos de ‘clube’ do cartel

O Ministério Público Federal considerou ao todo 16 empresas como parte do suposto cartel formado para fraudar licitações, corromper agentes públicos e desviar recursos da Petrobras, que se organizava em uma espécie de “clube”, com regras de “torneio” para fatiar obras públicas entre 2004 e 2012. “A partir do ano de 2006, admitiu-se o ingresso de outras companhias no denominado Clube, o qual passou a ser composto por 16 empresas”, sustentam as cinco denúncias contra 25 pessoas ligadas às seis primeiras denunciadas – Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, Engevix, Galvão Engenharia e UTC Engenharia. Outras empresas atuariam esporadicamente no “clube”, somando esse total a 22 empreiteiras que serão alvos das futuras denúncias do MPF. “Algumas outras empresas de fora do ‘clube’ ainda participaram e venceram de forma esporádica determinadas licitações na Petrobras, mediante negociação com o ‘clube’”, informam as denúncias. Além de haver um número maior de empresas alvo da Lava Jato, as empresas citadas nas denúncias divulgadas nesta quinta-feira, 11, serão ainda acusadas por outros crimes, como cartel, fraude em licitação e crime contra o sistema financeiro. “Essas investigações se inserem dentro de um imenso esquema de corrupção. Dentro dele, empreiteiras se organizaram em cartel e em um clube para corromper funcionários públicos de alto escalão da Petrobras. Eram pagos valores que correspondiam de 1% a 5% do valor total de contratos bilionários”, explicou o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato.
Agência Estado
