(No Title)
Jovens estão mais politizados e levam discussão política para dentro de casa
Foto: Reprodução
Foi-se o tempo que os jovens eram apenas ouvintes das conversas sobre política, e tinham seu voto direcionado a partir do pensamento político dos pais. Com o passar dos anos e com o avanço da tecnologia, os jovens estão mais inseridos nos problemas e no contexto político do estado e do país. Já tendo uma ideia definida e firme sobre o que é melhor, costumam levar o papo política pra dentro de casa, de forma que chegam a divergir sobre ideologia política com os pais. O cientista político, Joviniano Carvalho, explica que essa inserção feita pelos jovens, se dá porque eles estão indo mais longe no ensino do que os pais. “Boa parte da construção política do jovem é influenciada pelo que se ouve em casa. Os pais costumam repassar os valores normativos para os filhos. Mas nos últimos anos, por ter mais acesso a informação, status na família, e estar na universidade, o jovem leva posições diferentes para os pais”, disse. É importante ressaltar que o pensamento de “jovens” não é um pensamento único. “Eles nascem em classes, espaços, cidades e famílias diferentes. A relação com os estudos e com o trabalho é diferente, e nem sempre o nível maior de estudo corresponde ao nível de interesse pela política”, explica o cientista político. Nascidos totalmente integrados à tecnologia digital e com menos privações que a geração anterior que sofria com a ditadura, os jovens estão cada vez mais inseridos na situação do país. As manifestações de junho de 2013, quando milhões de pessoas – a maioria jovem – foram às ruas para cobrar mudanças na política brasileira. Preocupado com o voto, quem costuma inserir o papo política na família é o estudante de Biotecnologia, Victor Marques, de 19 anos. Ele afirma que o assunto não costuma surgir em casa, mas procura introduzir a conversa, para saber sobre o pensamento político da família. “Eu converso com minha mãe de vez em quando, mas sempre eu que puxo o assunto. Tento ver como anda a cabeça dela, se ela está ouvindo os horários políticos, e tal. Mas isso é bem raro”, disse Victor, que afirma escolher seu candidato baseado em seus próprios interesses. “Analiso minha escolha de voto pelos meus interesses pessoais e pelas propostas das pessoas que precisam de mais ajuda. Minha família, até por não ter um contato tão aprofundado na questão ‘política’, acaba me influenciando pouco, ou quase nada”.
Tribuna
