Durante agenda em Salvador, a prefeita de Vitória da Conquista Sheila Lemos Andrade (União Brasil), concedeu entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da TV Bandeirantes, e falou pela primeira vez sobre o processo de infidelidade partidária que envolve o vereador Diogo Gomes.
Diogo, eleito em 2024 como o mais votado da cidade, deixou o União Brasil para se filiar ao PSDB, onde já se apresenta como pré-candidato à Câmara dos Deputados em 2026. Caso a Justiça Eleitoral confirme a perda de mandato, a vaga será ocupada pelo suplente da sigla governista, Alisson Roberto Seles Sá, servidor da Secretaria de Educação.
A movimentação de Diogo ocorreu em meio a rumores de uma “guerra fria” nos bastidores, após o anúncio da pré-candidatura de Wagner Alves — advogado e esposo da prefeita — à Assembleia Legislativa da Bahia pelo União Brasil. O nome de Wagner mexeu com a base aliada, especialmente por disputar espaço político com o deputado estadual Tiago Correia, presidente estadual do PSDB e natural de Vitória da Conquista.
Tiago reagiu atraindo Diogo para o PSDB, gesto que desenhou um possível racha na sustentação do Executivo municipal. Questionada sobre o tema, Sheila adotou tom conciliador: “Não tem briga nenhuma, pelo menos da minha parte não tem. Eu não costumo brigar com ninguém”, afirmou, garantindo que Tiago foi o primeiro informado sobre as intenções de Wagner.
Apesar da postura pacificadora, a prefeita foi firme ao tratar da questão jurídica: “Está na Lei. Quando sai sem justificativa, é infidelidade partidária e o suplente tem direito a pedir a vaga”, reforçou. Para Sheila, o mandato pertence ao partido, e a reivindicação de Alisson é legítima.
Com isso, o cenário político de Vitória da Conquista ganha novos contornos: de um lado, a tentativa de manter a base unida; de outro, a disputa por espaço entre União Brasil e PSDB, que pode redefinir forças na Câmara Municipal e nas eleições de 2026.
Veja a entrevista:
Crédito: Blog do Anderson

