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“RioPrevidência aplica R$ 1 bi no Banco Master em meio à crise e vira alvo de investigação”

 O fundo de previdência do governo Cláudio Castro, o RioPrevidência, aplicou cerca de R$ 1 bilhão em títulos do Banco Master mesmo após alertas de crise e irregularidades. O caso agora é alvo de investigação da Polícia Federal e do Tribunal de Contas do Estado.

 O investimento bilionário

– O RioPrevidência, responsável por aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores fluminenses, fez aportes de aproximadamente R$ 1 bilhão no Banco Master entre maio e outubro de 2025.  

– O aporte ocorreu mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que havia identificado “graves irregularidades” e recomendado a suspensão de novas operações.  

– O banco já enfrentava sinais de crise financeira, culminando na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, e na liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.  

Reações e investigações

– A Polícia Federal abriu frentes de apuração para investigar se houve crimes na venda de títulos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a fundos de previdência estaduais e municipais.  

– O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou que o governador Cláudio Castro seja incluído nas investigações, questionando a decisão de investir em “títulos podres” em meio às negociações políticas envolvendo o Banco de Brasília (BRB).  

– O caso também foi levado à Procuradoria-Geral da República (PGR), com denúncia de gestão temerária e possível lavagem de dinheiro.  

 Impacto para servidores

– Os recursos aplicados pertencem ao fundo que garante aposentadorias e pensões de milhares de servidores, o que gera preocupação sobre a segurança financeira do RioPrevidência.  

– O episódio reforça críticas à gestão de Castro, acusado de ignorar alertas técnicos e expor o patrimônio previdenciário a risco elevado. 

Em resumo, o governo Cláudio Castro está sob pressão política e jurídica por ter autorizado um investimento bilionário em uma instituição já fragilizada, colocando em xeque a proteção dos recursos previdenciários dos servidores do Rio de Janeiro.